Artículos de opinión

Aporte de las mujeres rurales

Mónica Novillo G.

Domingo, 19 Noviembre 2017

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Fuente: Combate Racismo Ambiental

/Myrlene Pereira

O desenrolar catastrófico do maior crime ambiental da América Latina – em Mariana (MG), onde a mineradora Samarco contaminou todo o Rio Doce – não foi o suficiente para frear a sanha das mineradoras em correr pelas montanhas mineiras. O mais novo palco de disputa entre o modelo de desenvolvimento comunitário e centenário da agricultura familiar e o modelo capitalista de exploração ostensiva da mineração é a cidade de Caldas, no Sul de Minas.

Onde antes se erguia um dos mais importantes resquícios de Mata Atlântica do país, atualmente há um vão causado pela mineração de granito. Existe ainda o funcionamento de uma carvoaria e o uso desregrado de contaminantes. Empresas mineradoras chegaram a ser autuadas por irregularidades e crimes ambientais.

Para tentar preservar os modos de reprodução da vida e a biodiversidade local de forma participativa, os moradores de Caldas conseguiram a criação da Área de Preservação Ambiental (Apa) “Santuário Ecológico da Pedra Branca”, por Lei Municipal 1.973/2006, e o Conselho Gestor da Apa (Congeapa).

Os moradores da região denunciam que as mineradoras locais têm buscado incidir na política do município, financiando campanhas e indicando políticos a cargos deliberativos, além de aparelhar entidades de fiscalização. Um dos casos é uma tentativa de golpe na eleição da Congeapa, que precisou ser revertido por liminar. Os moradores relatam ainda sofrer diversas ameaças. No início do ano, uma liderança sofreu um atentado em seu carro, em caso até hoje não explicado.

Campanha Aliança em Prol da APA da Pedra Branca

Para fortalecer a organização, moradores de Caldas decidiram criar a Aliança em Prol da Apa da Pedra Branca. Trata-se de uma federação que terá como sócias associações de moradores, sindicatos e organizações não governamentais.

“É objetivo da Aliança participar ativamente de Conselhos ambientais em Caldas, Ibitiúra de Minas e Santa Rita de Caldas. Queremos também que a Apa da Pedra Branca seja estadual, o que daria mais força para sua proteção”, explica Daniel Tygel, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bom Retiro (Amabor), uma das entidades que fazem parte da Aliança.

Além disso, Daniel conta que é também intenção da Aliança fortalecer a economia local e incentivar a o desenvolvimento sustentável. “Buscaremos aprovar projetos de economia solidária, agroecologia e geração de renda com turismo comunitário e artesanato na palha de milho”, ressalta.

Na quarta (25), um grande evento político cultural será realizado no centro da cidade de Caldas que, além de associar novas entidades, realizará um debate com a população. A programação, que dura das 13h à meia noite, conta com palestras, feira agroecológica e exposições fotográficas. Uma campanha de financiamento coletivo está aberta aqui.

APA Pedra Branca: patrimônio de preservação da biodiversidade

Suas belas montanhas guardam mais de 200 anos de histórica produção agrícola, com destaque para uvas e batatas, bem como produção agropecuária, sendo parte de uma das maiores bacias leiteiras do país.

A Serra Pedra Branca, ponto mais alto de toda a região, possui 1.764 metros de altitude, refúgio de mata atlântica ombrófila de altitude e seis espécies de plantas endêmicas da região.

Resultado de um trabalho silencioso da natureza, a partir de uma cratera vulcânica, suas pedras constituem um gigantesco reservatório de água, que se enche durante as chuvas e vai alimentando os rios e nascentes durante a seca. Essa água é fundamental para o abastecimento de muitas cidades da região do Sul de Minas e de São Paulo.

 

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