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Os governos do Brasil e da Argentina definiram uma "agenda comum" para avançar em questões de integração produtiva. Um dos primeiros passos, segundo funcionários dos dois países que se reuniram ontem em Buenos Aires, é eliminar uma série de "problemas regulatórios" que dificultam o uso de linhas de financiamento do BNDES. O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, revelou que isso tem ocorrido em duas situações: empresas argentinas que pedem recursos para financiar investimentos no Brasil e companhias brasileiras que buscam empréstimos para a compra de bens de capital produzidos na Argentina, mas com um percentual de peças brasileiras.

Sem novidades concretas para anunciar, os funcionários brasileiros e argentinos procuraram demonstrar sintonia e ressaltaram as oportunidades de negócios que podem ser criadas. O secretário de Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, dividiu os esforços para fortalecer a integração produtiva em dois setores: os "estratégicos", visando à competição global no longo prazo, e os "sensíveis", com ações para superar conflitos no comércio bilateral.

Um exemplo mencionado de sucesso na integração das cadeias produtivas é o setor automotivo, no qual os investimentos de montadoras e fabricantes de autopeças têm focado o Mercosul como um único mercado, buscando as complementariedades de cada país. "A questão é como isso pode aterrissar em um outro universo da economia, o das pequenas e médias empresas", disse o embaixador do Brasil na Argentina, Ênio Cordeiro.

Uma nova reunião, com a participação do Banco Central de cada país, foi agendada para março. Para o secretário argentino, os encontros têm permitido reduzir o grau de tensão comercial. "Há um trabalho concreto e decidido, com uma agenda positiva, que permitirá transformar algumas tensões comerciais em integração produtiva", disse Bianchi.

Em novembro, em meio à escalada do conflito gerado pela imposição mútua de licenças não automáticas de importação, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner decidiram que seus chanceleres e ministros deverão reunir-se a cada 45 dias para discutir os problemas entre os dois países.

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